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4 de outubro de 2018

Os mitos da toxoplasmose



Depois de muitos anos a ouvir histórias de grávidas a quem lhes foi explicada esta situação, de forma errada e preconceituosa, por parte de vários médicos, opiniões de médicos que levaram muitas pessoas a abandonar os seus animais, depois de anos a tentar fazer as pessoas entenderem o que é a toxoplasmose e os cuidados que devem ter realmente, decidi dar o meu testemunho pessoal.

Eu tive animais desde criança, sempre tive contacto com gatos de rua, centenas.
Quando engravidei, dado o meu historial de salvamento de gatos e tudo o que me diziam da toxoplasmose, eu tinha quase a certeza que ia estar imune. Qual não foi o meu espanto quando nas análises dizia que não era imune... A obstectra alertou-me sobre isso, mas ao contrário de muitas não fez um filme sobre os gatos, ao contrário, disse-me apenas para não comer carnes mal passadas, para cozer bem os legumes e lavar sempre bem todos os alimentos que vêm da terra e principalmente lavar bem as mãos, incluindo debaixo das unhas depois de preparar alimentos e carne. Posso dizer que durante as duas gravidezes das minhas filhas, tive contacto directo com os meus 4 gatos dia e noite, não me abstive de lhes dar beijos e de os deixar deitarem-se encostadinhos a mim, peguei neles ao colo todos os dias e limpei-lhes a areia todos os dias. Tenho, inclusivé estas fotos de um dos meus gatos a lamber-me a barriga durante a gravidez.
O primeiro beijo dele à minha filha mais velha 💗
Não tive qualquer problema durante as gravidezes relacionado com toxoplasmose ou gatos. As minhas filhas nasceram bem, não têm quaisquer sinais estranhos, como os mitos que as pessoas gostam de inventar.
Hoje, continuo a salvar gatos e continuo não imune à toxoplasmose. 
Não abandonem os vossos animais se engravidarem.


21 de setembro de 2017

Alergias a Animais - Testemunho



Quando eu ainda era criança fui diagnosticada com rinite alérgica. Poucos anos mais tarde, como espirrava e tinha comichão frequente nos olhos e nariz fui fazer testes a um alergologista, para minha surpresa os testes deram positivo a uma série de coisas, entre elas, alergia ao pêlo dos animais, pólen, ácaros, etc. Nessa altura eu tinha dois gatos, um todo branco que adoptamos quando eu tinha 7 anos, porque ía ficar sem casa quando os vizinhos se mudaram e a minha mãe acolheu-o. O outro, amarelo tigrado, que a minha vizinha do lado tinha "encomendado" à empregada, para afugentar os ratos do quintal, e assim que os ratos se foram embora também queria que o gato fosse, nesta altura eu já tinha 12 ou 13 anos e fechei-me em casa com o gato até a minha mãe chegar para a vizinha não o poder "despachar".

Como eu dizia, nessa altura eu tinha rinite alérgica, descobri que também era alérgica ao pêlo dos animais e tinha dois gatos em casa que eram como meus irmãos.
Os meus pais, os melhores do Mundo para mim, embora tenham nascido na 1ª metade do século passado, digo, com orgulho, que são mais inteligentes, modernos e sensíveis do que muitas pessoas com metade da idade, incluindo médicos.

Os meus pais não puseram os gatos na rua, não os abandonaram, nem tão pouco os puseram cá fora no jardim, nem sequer os afastaram de mim. Simplesmente, fizeram o que poderia melhorar a minha qualidade de vida, dado que a nossa casa era uma daquelas casas vitorianas de alcatifa por todo o lado, a primeira coisa que fizeram foi remover a alcatifa da casa toda, e depois as coisas mais simples e básicas, retirar os peluches e brinquedos expostos no meu quarto que poderiam acumular ácaros. Em relação aos gatos a única coisa que fizeram foi educar-me a passar as mãos por água depois de lhes fazer festas caso precisasse de mexer nos olhos ou de coçar o nariz. Por fim, e a conselho do alergologista, encomendaram umas vacinas, que na altura tinham que vir da Inglaterra (talvez agora seja mais fácil ainda), e durante 3 anos tomei 1 vacina todos os meses, ou seja, 36 vacinas.

Ao longo dos anos deixei de sentir aquela comichão no nariz e nos olhos, e deixei de espirrar se fizesse festas a animais. Há 3 anos atrás, depois de uma reação alérgica alimentar, fui a uma alergologista fazer testes. Depois de mais de 20 anos de ter feito as vacinas fiquei a saber que já não tenho alergias nenhumas a não ser ao pólen das gramídeas. Bem, claro que a minha rinite não se curou, não é possível curar, mas mesmo assim não me impede de beijar e abraçar os meus Animais todos os dias.

Tomem os cuidados necessários pela vossa saúde mas NÃO ABANDONEM OS ANIMAIS, são membros da família, os mais fiéis, e a família não se abandona.

12 de outubro de 2012

Tráfico de Cães


Muita atenção: Existem redes organizadas de tráfico de cães. Desde cães de raça, a SRD, cachorros, juvenis, adultos, seniores. São simplesmente vendidos a particulares, caçadores, outros para treinar cães de luta (as denominadas "iscas"). Desde meados de Agosto até hoje, foram roubados cães de Setúbal, Algarve,Aroeira, Almada, Moura, Freamunde, Cacém, Massamá, Maia, Sintra e vários outros locais. Desde abrir os portões dos terrenos, vivendas, tudo serve para conseguirem jogar a mão aos animais. Não se iludam, hoje roubam um cão no Algarve, amanhã já estará no Porto. Particulares, associações, hotéis, abrigos, muito cuidado, isto é um autêntico negócio ilícito em vigor neste momento, em Portugal. Recolham os animais, não os deixem soltos, mesmo sendo cães de guarda. Existem diversas maneiras de os pôr "fora de combate", desde tranquilizantes a drogas mais fortes. Essas redes têm certamente, ramificações por todo o país e "spots" onde devem ser feitas as triagens, só assim se explica o facto de serem roubados cães em vários pontos do país num espaço de 2-3 dias. Mantenham-se também atentos, a circos que cheguem à vossa localidade.
Fonte: David Manuel Baião Gramito - Facebook


 

7 de outubro de 2011

Carta Aberta ao Dr. José Ernesto - ÉVORA

Carta Aberta ao Dr. José Ernesto

Em tempos e na cidade de Évora, o Senhor como médico atencioso e solidário, conquistou o respeito e a admiração de muitos Cidadãos que a si recorriam por vezes em situações aflitivas, como foi o meu caso.

Vem daí a minha consideração e gratidão que sempre lhe demonstrei.

Os meandros da política são muito complicados e por vezes difíceis de avaliar, razão pela qual me escuso de o criticar no desempenho das funções de Presidente da Câmara Municipal de Évora, para as quais já foi eleito por três vezes, certamente por merecimento próprio.

Mas excepcionalmente, atrevo-me a criticá-lo na gestão do Canil Municipal, onde há muitos, muitos anos, os animais de companhia são aprisionados para abate, sem que mereçam sequer o tratamento condigno e os cuidados médicos e sanitários a que a lei obriga.

Como é sabido, na nossa cultura, os animais de companhia têm ganho uma importância crescente e inegável.

Por isso, a solução simplista do abate massivo como política de gestão dos canis/gatis municipais choca a moral pública e é censurada pela grande maioria das pessoas.

A exemplo do que já é praticado noutros concelhos, já é tempo de procurarmos outras formas de controlar a população animal, facilitando a sua adopção e esterilização, reduzindo desta forma a “matança” destes animais, o que irá dignificar e esquecer gradualmente a imagem tenebrosa do Canil Municipal.

Muita coisa mudou no nosso país após a revolução de Abril, mas, no Concelho de Évora, os animais de companhia continuam a sofrer e a ser abatidos de forma inexorável e indiscriminada no Canil Municipal.

Apenas se tem que reconhecer que no seu mandato anterior, graças à Vereadora Dra. Filomena e às Veterinárias Dras. Leonor e Margarida, procederam a obras de melhoramento no canil e a diversas iniciativas interessantes pela promoção do bem-estar animal que infelizmente nunca mais viram luz nem exemplo.

Mesmo sem condições económicas, se o Sr. Presidente quizer, pode melhorar socialmente a vida dos animais (as grandes vitímas) facilitando a sua adopção e lidando corretamente com os seus detentores ou candidatos.

Sr. Presidente

Que é feito do Homem generoso que conheci antes do 25 de Abril ???

Vitor Mira
4/10/2011

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O Jornal Diário do Sul, publicou um excerto que nem de longe corresponde à carta que foi enviada:



21 de fevereiro de 2011

Palavras duma Amiga



Depois de ter vivido toda a minha vida em Lisboa, há alguns anos vim viver para o Alentejo. Desta região conhecia praticamente só a casa dos meus avós, onde passava férias... Mas viver cá revelou-me a insensibilidade com que a maioria das pessoas trata os animais.
Como estamos no campo, quase toda a gente tem cães, gatos como animais de “estimação”. Só que quase todos os cães estão acorrentados, muitos abrigam-se em latas esburacadas pela ferrugem, outros servem unicamente para a caça. Os gatos pertencem exclusivamente ao quintal.
Porcos, galinhas, coelhos, cabras, ovelhas, vacas são só para comer.
Os grandes desportos são a caça, a pesca, as touradas.
Mesa farta e com bom gosto é sinónimo de carne, carne, carne. A matança do porco é ocasião de festa e convívio, a Páscoa não passa sem o sacrifício do borrego (muitos escolhidos na hora) e do cabrito. Até o sangue é bom para fazer sopas…
Sou olhada de soslaio porque digo que não gosto de touradas e tenho pena do touro; ficam admirados (alguns criticam) por cuidar de mais de uma dezena de gatos no descampado atrás do meu local de trabalho, por gastar dinheiro em alimentação, camas, mantinhas e em idas ao veterinário para lhes salvar a vida, por eu ter 8 gatinhos em casa e dizer que não tenho mais animais porque não posso (felizmente, tenho os melhores pais do mundo que me mostraram como são os animais, e que quiseram acolher e amam todos os gatinhos que hoje temos), por eu ter sempre comida e água no carro para dar a um animal de rua que passe ou encontre na estrada.
Não sou minimamente rica, não tenho subsídios, do meu orçamento mensal faz sempre parte a previsão do que posso gastar com os bichinhos. Às vezes excedo as contas, não faz mal, é menos uma peça de roupa, um jantar com os amigos ou qualquer outra coisa sem a qual posso passar.
Conto-lhe isto porque não tenho quem, por estes lados, partilhe comigo esta causa. Os meus pais ajudam-me, o meu namorado também, mas sinto-me um pouco sozinha.
Gosto muito do que faço, mas se eu pudesse reorientar o meu plano de vida, já não passaria pelo ensino, e sim pelo auxílio e protecção dos animais.
Este Alentejo onde vivo é lindo, é verde, é amplo, é cheio de ar puro, de gente boa para gente. Falta ser gente boa também para os animais. Há excepções, ainda bem, falta chegar às massas alentejanas.:)
Falta também uma associação de amigos dos animais na região de Portalegre. Quem sabe um dia descubro alguns para criá-la.
CF

28 de janeiro de 2011

Mais uma vez... O canil de LISBOA...

Leiam o artigo atentamente, em baixo está o link com as fotos a cores...
Alguns cães ainda lá estão, outros... já foram "adormecidos"...
Sem antes terem tido um simples minuto para correr, para ver o Céu, para sentir um abraço... Passaram meses presos em cubos frios e molhados, sem verem a luz do dia ou poderem andar dois passos em frente sequer, para um dia alguém os ir buscar, dos cubos frios e molhados, passando por um corredor escuro, para uma outra sala fria e impessoal, onde são adormecidos, sabe-se lá como, e sem antes terem tido a oportunidade de cheirar uma flor ou verem o Céu...
Chamam Veterinários a estas pessoas que não olham pelo bem estar deles no canil de Lisboa. Eu não! Veterinário é alguém que cuida dos Animais com amor...
Porque terão estes veterinários municipais de Lisboa escolhido este Curso?
Porque não se juntam a nós contra as más condições do canil?
Porque não respeitam e defendem os Animais?...
Os gatos nem fotos conseguimos, tal é a tortura em que vivem, uma tortura escondida de todos...

Vejam este link também:
Não observem apenas nem comentem apenas. CONTESTEM! FALEM! EXIJAM JUSTIÇA!

1 de janeiro de 2011

Novo Ano 2011 = Os Animais precisam de nós...

Amigos, os Animais continuam a precisar de nós.

Infelizmente, mudamos para um novo ano mas as necessidades continuam a ser as mesmas... Há Animais nas ruas, perdidos ou abandonados, alguns a morrerem de fome e de frio, escondidos, outros atacados por pessoas que não têm Compaixão ou Humanidade. 

Há Animais nos canis, muitos canis ainda sem quaisquer espaço e condições para a recolha dos mesmos, estando os Animais muitas vezes presos por 30 cm de corda, num chão de cimento, húmido e gelado, sem correrem, sem verem a luz do sol, sem receberem um mimo durante semanas, meses ou até mesmo anos... Eles não cometeram nenhum crime para estarem presos, nem os assassinos nem os pedófilos têm o cimento húmido e frio como cama para dormirem, nem os assassinos nem os pedófilos ficam num quadrado escuro sem luz e sem se poderem mexer durante dias quanto mais anos... Então porque tratam assim os Animais neste País?!...

Há Animais em Associações sobrelotadas, que dormem em latões, na terra, quando chove, na lama, as Associações que começarem por recolher alguns, ao longo de meses e de anos, vêm-se agora em situações dramáticas e lutam todos os dias desesperadamente para ajudarem todos os seus Animais, sem conseguirem... Não só porque têm que trabalhar mais para ganhar menos do que ganhavam antes, assim como muitos estão desempregados, e também por falta de voluntários... Além disso, ainda têm que aguentar a pressão que sofrem de pessoas que os criticam e culpam por terem muitos Animais, pessoas estas que não entendem que quem é Humano, por mais que queira, não consegue virar as costas a um Animal e simplesmente pô-lo a dormir, porque acham que este é o caminho mais fácil e mais económico assim como nos canis... Abater um Animal quando este pode ser salvo e ter uma vida feliz, é um peso muito grande a carregar durante a vida para pessoas que gostam de Animais...

Nós todos podemos ajudar, mesmo ouvindo a palavra Crise na televisão todos os dias e a todo o momento como se nos quisessem lavar o cérebro para se desculparem de nos venderem à china... mesmo apesar de tudo o que estamos a passar por culpa da falta de organização e sensatez de todos os governos, todos podemos ajudar.

Daí ser tão importante consciencializar as pessoas para a esterelização dos Animais, porque infelizmente é a única forma de reduzir o sofrimento deles. Se conseguirmos controlar a natalidade dos cães e dos gatos, um dia deixarão de haver Animais em canis, ou Associações sobrelotadas que lutam desesperadamente para ajudar os seus Animais sem conseguirem... São pessoas Humanas que não conseguiram virar as costas a tantos Animais necessitados... por isso amigos não vamos virar as costas nem permitir que os outros as virem...

Vamos lutar pela criação dum Estatuto para os Animais, vamos lutar pela criação de Centros de Recuperação Animal em todos os Concelhos em vez de canis, vamos lutar para que hajam mais Campanhas Públicas de Esterelização dos Animais, vamos expressar a nossa revolta, o nosso repúdio pelos maus tratos, pela negligência, pelo abandono, pelo abate nos canis e pelos membros do governo, sejam os de agora ou os de antes, que não tiveram nem têm capacidade intelectual, para criar um Estatuto aos Animais, esta sim, seria uma mudança que ajudaria muito este País.

Nós não somos responsáveis pelo País, o governo é! O governo deve mudar a Lei e deve criar condições, deve exigir que seja cumprida a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, deve exigir que os polícias e os juízes sejam obrigados a punir quem negligencia e maltrata os Animais, o governo deve ajudar as Associações porque são elas que resgatam os Animais e trabalham pro bono numa luta que já podia estar ganha se estivessemos num País Moderno, Progressista e Humano. Em vez dum País que se diz "Avançado" porque gastou o dinheiro que não tem, em Expos, Estádios de Futebol, Submarinos, Estradas, etc etc, e nos vendeu à China, o País que não respeita os direitos Humanos, não respeita os direitos das Crianças, abusa dos Animais, arrancando a pele de cães enquanto estão vivos, o País que arrasa com a economia Mundial, não cumprindo com a lei da concorrência, porque usa pessoas e CRIANÇAS como se fossem robots!

Por favor não se calem, não podemos continuar a permitir esta lavagem cerebral. Não podemos permitir que o Governo nos use e nos endivide quando nós trabalhamos, pagamos as nossas próprias contas e ainda damos uma parte ao Estado. Não podemos permitir que este ano passe sem se alterar o Estatuto dos Animais.

Amigos venho pedir a todos que se mobilizem. Neste novo ano vamos juntar-nos, vamos procurar as assinaturas em vez de esperar que assinem, vamos voluntariar-nos e ajudar a cuidar dos Animais das Associações e sempre que podermos vamos contribuir com ração, mantas e o que eles precisarem, e durante isso vamos lutar, lutar para que a Lei mude e Proteja os Animais!!

Para entrega de ração seca para cães e gatos: 

Podem entregá-la em mão nos endereços abaixo ou enviar ajuda por transferência. pelosamigosleais@gmail.com - Projecto PAL

Continuamos a precisar de:

- cobertores, mantas e camas e casotas, para aquecer e proteger os Animais da chuva e do frio.

LOCAIS DE ENTREGA:


-->MAIA: DACHSER PORTUGAL, S.A.
Rua do Castanhal, 656
Z.I. Maia I, Sector II
Colocar no Contentor Amarelo

AVEIRO: Loja Verdesperto
Rua Mendes Leite Nº5a
Tel: 234348060
(Perto do Hotel Arcada, numa travessa que tem uma ourivesaria, fotógrafo e restaurante, antes dos CTT da Vera Cruz)

LISBOA:  Teresa
Centro Comercial Fonte Nova
Loja 18
Das 9h30 às 23h
Parque Grátis

FARO: Michèle
Casa Alto Fica, nº257
Goldra de Cima
Contacto para combinar: 962756498

24 de dezembro de 2010

PORTUGAL no Século XXI - Portugal in the XXI Century


CANIL DE LISBOA (A Capital do País, da Economia, do Poder)


Vídeo Clandestino feito em Outubro de 2010 no Canil/Gatil de Lisboa
que mostra as condições degradantes em que os animais são mantidos.
Em 2009, os lisboetas votaram num projecto do Orçamento Participativo que previa 375mil euros 
para melhorar as condições deste Canil/Gatil, que mais se assemelha a um 
campo de concentração animal. Em Outubro de 2010 ainda nada foi feito...


Enquanto o Governo comprou submarinos para vigiar a vida aquática dos peixes, um TGV para passeios curtos e dívidas longas, etc etc etc...
Enquanto constroem mais pontes e mais estradas, arrancando árvores, apagando o verde, escurecendo toda a Natureza, enquanto inventam formas de nos roubar mais dinheiro para o gastarem em luxos, galas e chips...

Enquanto fecham Escolas em perfeitas condições, deixando-as vazias ao abandono, desperdiçando milhares de euros gastos na sua construção, sem lhes dar qualquer outro uso...

Enquanto a desorganização económica, arquitectónica, educativa,  judicial,  etc, governam este País, existem centenas de canis ilegais, que escondem a falta de educação cívica, a falta de valores, a falta de humanidade de todos os governadores deste País, sejam os de antes ou os de agora.
E chegados ao Século XXI, continuam  a não evoluir, a não alcançar a gravidade, a ilegalidade e o crime que estão a cometer contra o Mundo, contra a Humanidade e contra a Natureza, tal como na Idade Moderna,  na Idade Média ou pior ainda, na Idade Antiga, no tempo da Antiga Roma, assim continuamos agora, sem qualquer evolução... a considerar os Animais, meras coisas... a desrespeitar, em toda a sua essência,  a Declaração Universal dos Direitos dos Animais...
Os canis, locais onde supostamente os Animais deveriam estar protegidos, em condições humanas à espera de adopção, são escondidos assim, em quadrados apertados, presos e estrangulados por 10 cm de corrente, sem comida ou com comida a apodrecer durante dias, dormem no chão molhado e frio, sem camas, sem luz, sem janelas, sem céu...
Por trás da vergonhosa e hipócrita luxúria deste País de aparências, vivem fisicamente moribundos estes Animais, completamente mortos e destruídos emocionalmente...
Fechem os olhos, ignorem estas imagens se forem capazes, mas se o fizerem não estarão a contribuir para a Evolução, mas sim, a serem cúmplices do circo governamental, duma justiça sem escrúpulos e duma lei que nem sequer existe...

Vejam e pensem...






 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Testemunho de Ana Borges Warrell, depois da visita ao canil de Lisboa

Fui hoje visitar o Canil de Lisboa.
Quando chegámos ficámos cerca de 15 minutos à espera de alguém que nos
acompanhasse às instalações.

Ao nosso lado faziam-nos companhia um carrinho de mão e 2 cães mortos.

Passados 5 minutos um sr. levou o carrinho com os 2 cães e ficámos sozinhos.
Estivemos ainda mais 10 minutos a ouvir ladrar, a ouvir ladrar e a ouvir
ladrar. Não houve espaço nem vontade de conversar ... apenas ficámos ali à
espera e a ouvir ladrar.

Lá veio um rapaz novo, levou-nos com ele. Passámos uma grande parede,
virámos à direita e finalmente encontrámos os cães. Gaiolas enormes em grade
metálica com cães  que pulavam, saltavam, ladravam e abanavam as caudas na
tentativa de receberem uma festa. As gaiolas tinham uma parte traseira com
uma casota. Algumas em condições, outras sem telhado.
De qualquer forma havia sempre uma gaiola, uma casota e vários cães. Uma
casota e vários cães.


Estavam cerca de 22º graus quando lá estivemos, mas no verão não. E no
inverno também não. E as gaiolas eram de metal e estavam ao ar livre.
Mas depressa percebi que estes animais estavam na suite presidencial do
canil. Viam a luz do sol, não estavam acorrentados e tinham uma casota.

Continuámos a andar e foi aí que o vi. O cãozinho branco. O cãozinho branco
acorrentado à parede. O cãozinho branco sozinho. O cãozinho branco longe de
todos os outros.
O cãozinho branco acorrentado a uma parede, obviamente fora do contexto
normal. O cãozinho branco aterrorizado. O cãozinho branco que quando nos
aproximámos tremia, e cada passo que dávamos na sua direcção o fazia tremer
mais. O que passava ali???

Olhei para a minha direita. Um enorme barracão aberto mostrava uma pilha de
cadáveres de cães misturados com sacos de plástico preto que deveriam conter
mais animais.

Era isto que o cãozinho branco temia. A morte. Os seus olhos ficarão para
sempre gravados na minha memória.

Continuámos e entrámos nas instalações. Seguiram-se salas atrás de salas.
Gaiolas e mais gaiolas. Gatos, gatos, gatos, e mais gatos. Uns sozinhos,
outros em pilha de 5 ou 6.
Uns miavam para nós, outros encolhiam-se mais ainda quando olhavamos para
eles.

Gaiolas de grade com tecto de grade, paredes de grade e fundo de grade.
Fundo de grade. É que é mais fácil para limpar, percebem?
Nas primeiras salas haviam mantas nas gaiolas de grade. Nas últimas já não.

Terminámos os gatos, e chegámos à última sala da visita. Era só de cães.
O barulho e o cheiro era agoniante. A principio, tapei a minha cara com um
lenço, depois esqueci-me do cheiro. Os cães saltavam e ladravam para nós,
mais uma vez, para nos lamberem as mãos, para nos arrancarem uma festa, um
mimo. As suas correntes de 30cm prendiam-nos às paredes pelo pescoço. Não
havia espaço para darem dois passos. Só existem três alternativas: sentados,
deitados e de pé. Sentados, deitados e de pé. Sentados, deitados e de pé.
Repito isto numa tentativa de vos dar a perceber o que é que é estar nestas
condições. E por quanto tempo? Quantos dias? Quantas semanas?

Saímos. Dissemos boa tarde e viemos embora. Mas eles ficaram lá ....
sentados, deitados e de pé.

Ana Borges Warrell

Lisboa,
21 de outubro de 2010
_______________________________________



Divulguem este País Político Vergonhoso ao Mundo inteiro!
Não fiquem à espera que Portugal mude, mudem-no!
DENUNCIEM!
Obrigada

Deixem os vossos comentários aqui
Sandra

17 de dezembro de 2010

Um Veterinário como nós...


 Canil de Cantanhede

 
Adopção ou morte. É essa a sentença que paira sobre as centenas de cães que vão passando pelo Centro de Recolha Animal de Cantanhede. Apesar de ser um crime punido por lei, o abandono de animais de companhia tem vindo a aumentar nos últimos anos. A crise pode ajudar a explicar, mas há quem acredite que a semente do problema reside na própria mentalidade do povo português. 

Grandes e pequenos, pretos, brancos ou “café-com-leite”. De pêlo comprido ou curto, cerdoso ou macio. No Centro de Recolha Animal de Cantanhede (CRAC) há exemplares para todos os gostos, companheiros de quatro patas à espera de serem adoptados. A funcionar desde 2004, ali “as torneiras não são de ouro” mas as condições estão mais que reunidas para proporcionar uma estadia digna aos cães recolhidos, como explica ao AuriNegra Idílio Cravo, Médico Veterinário Municipal e responsável pelo Centro. 

“Este Canil surgiu graças à boa vontade do Executivo Camarário da altura e tem o mínimo de condições de bem-estar. Orgulho-me nisso, pois sou um homem exigente. Naturalmente gostaria que fosse cada vez melhor, até porque em 2004 fez-se a pensar numa certa dimensão e hoje está a tornar-se um canil pequeno para a realidade que enfrentamos”, confessa. A captura de animais já era feita antes dessa data, as condições para acondicionar os animais é que não seriam as ideais. 

“O Decreto-Lei n.o 314 de 2004 diz que as Câmaras são responsáveis pelos cães vadios ou errantes que se encontrem na via pública ou nos estabelecimentos públicos. É, portanto, uma obrigação por parte de todos os Municípios deste País, apesar de nem todos a cumprirem. As matilhas de cães agressivos que atacam galinheiros e as cadelas com o cio ou grávidas são os casos a que temos que estar mais atentos”. 

O Centro não aceita animais entregues “em mãos”, a não ser que estes representem, comprovadamente, um perigo ou sejam portadores de uma doença irreversível, estejam em sofrimento ou possam contaminar seres humanos, até porque o veterinário considera que isso daria ao Centro “uma imagem de matadouro, uma imagem horrível”. Por isso, os inquilinos do Canil Municipal são “animais que foram capturados, depois são analisados clinicamente, a fim de despistar uma possível doença. Se for um cão extremamente perigoso ou de temperamento agressivo, é colocado numa das duas salas de sequestro, para que possam ser dominados em segurança”. 

Depois da captura e despistagem do estado de saúde dos animais, é preciso respeitar alguns prazos impostos por lei: “Há um prazo de oito dias úteis que temos que respeitar antes de podermos dar o cão para adopção. No entanto, são todos publicitados na página do CRAC e no facebook, até para que alguém que esteja à procura de um cão que possa ter desaparecido tenha oportunidade de o encontrar. Depois são colocados para adopção aqueles que eu vejo que têm potencialidades para tal. Não vou põr para adopção um cão desdentado com dez anos. Tem que ser um cão saudável, calmo”.

 A captura marca o início de um proceso mais ou menos demorado que pode ou não ter um final feliz. Segundo o médico veterinário, a taxa de adopção dos animais recolhidos “anda na casa dos 16 por cento do volume total de adultos e cachorros. É evidente que as pessoas procuram sobretudo as ninhadas, adoptar cães adultos não é uma situação normal, e preferem os de raça, para mostrar à sociedade que também têm um caniche ou um husky”. E os que não têm pedrigee, são menos cães que os outros? “As pessoas não se preocupam muito com os ‘vira-latas’, como dizem os brasileiros, os indeterminados. A adopção que presenciou hoje é muito pouco comum de acontecer “[ver caixa].

Lei, mas pouco
Se os animais pudessem escolher os seus donos, certamente não optariam por um que os viesse a abandonar. A fim de prevenir essa situação e de poupar aos animais, muitas vezes já traumatizados ou deprimidos pela perda da “família”, um novo processo penoso, Idílio Cravo tem certos cuidados na hora de mandar um dos animais a seu cargo para um novo lar.
“Converso com as pessoas, tento perceber que tipo de cão procuram, como é que vivem, se têm um apartamento ou um quintal. Se querem levar um Serra da Estrela e vivem num apartamento, à partida eu não dou o cão, até porque depois não o aceito de volta. Já tive uma história de uma senhora que quis adoptar um cão e no dia seguinte estava cá a devolvê-lo”.

Como quem devolve um casaco que não assenta bem, ou uma almofada que não combina com os cortinados, esquecendo-se que é de um ser vivo que se trata, que sente e sofre: “Eu digo no site do Canil que as pessoas não devem ir pela emoção porque o cão é um ser vivo que sai do seu mundo e é acolhido por uma família humana, que ele considera uma matilha, que ele respeita e que entende como iguais. Eles sofrem muito quando são abandonados, há cães com depressões. As pessoas vão pelo que é bonito, por impulso. É preciso pensar se há tempo, dinheiro e vontade”.

E disposição para amá-lo, como se de um igual se tratasse: “Aprendemos que o cão é o melhor amigo do homem, contudo é preciso que sejamos amigos dele. As pessoas pensam que é um boneco que ali está, que não tem direitos. Tem a sua personalidade e as suas necessidades, é isso que as pessoas às vezes não compreendem. O cão não é um frigorífico velho, um bem de que nos podemos ver livres”.

Desde 2003 que a Lei portuguesa obriga todos os cães e gatos entre os três e os seis meses de idade, vendidos em lojas, usados em competições e concursos ou que sejam de raças consideradas perigosas a serem portadores de microchip. Mais, desde Junho de 2008 a Lei passou a abranger todos os cães nascidos depois dessa data. “O problema está no não cumprimento da Lei e na falta de fiscalização, a que se junta o facto de as Juntas de Freguesia não introduzirem no SICAFE [Serviço de Identificação Canina e Felina] os dados do animal. Por isso é que em 283 cães capturados apenas 47 tinham chip e só oito tinham dono, por assim dizer”.

Enquanto o cumprimento da legislação não for imposto e fiscalizado, continuarão a passar impunes os crimes de abandono de animal de companhia, actualmente sancionados com coima de valor não inferior a 500 euros. Cães e gatos continuarão a ser desrespeitados e utilizados pelos seus donos ao sabor das suas conveniências. Mais do que uma questão legal, esta é uma questão moral, de consciência ou da falta dela. Se pretende adoptar um animal ou saber mais sobre o Centro de Recolha Animal de Cantanhede visite www.cm-cantanhede.pt/crac. | Filipa do Carmo

Crise económica, crise de valores
Idílio Cravo é responsável pelo CRAC desde a primeira hora. Com o passar dos anos tem registado um aumento no número de cães recolhidos, o que reflecte um crescimento no número de exemplares que são deixados à sua sorte, abandonados: “Não tenho dúvidas que é um fenómeno ligado à economia. De há três anos a esta parte começaram a aparecer cães de grande porte, o que coincide com os primeiros sinais desta crise económica”.

Um cão é um amigo e um companheiro, é um membro da família que, como qualquer outro, acarreta algumas despesas: “Os cães de raça grande tendem a dar mais despesa, nomeadamente em termos alimentares. Também os cães mais pequenos mas de luxo, como os caniches, yorkshires e afins, são cães que dão muita despesa em termos de higiene e manutenção do pêlo. Claro que haverá outros fenómenos que contribuem para o abandono dos animais, como situações de divórcio, ou o comprar um cachorro para o filho, depois ele crescer e dar cabo dos bibelôs no apartamento, há o fenómeno das férias, dos fins-de-semana e o fenómeno do ‘agora não me apetece’”. No entanto, a necessidade de efectuar cortes na despesa mensal é, no entender do Veterinário Municipal, uma das principais razões de abandono.

Os que não têm a sorte de se mudarem de “patas e bagagens” para um novo lar, com um novo dono que os mime e respeite, ou de serem aceites por uma união zoófila, enfrentam, inevitavelmente, a morte: “Aí cumpre-se a lei, pratica-se eutanásia. Acredite que é o maior sofrimento que um médico veterinário pode ter, porque ele foi preparado para salvar. Costumo dizer que na morte também há dignidade, e aqui há mesmo. São animais que chegam a ficar cá alguns meses, assim eu tenha lugar para eles, sempre na esperança de que venha alguém e os leve”.

Até que não dá mais para esperar pelo gesto altruísta que os salve do inevitável: “Começo sempre pelos mais velhos ou doentes. Infelizmente não há verbas para os manter indefinidamente. Eles são sedados e é-lhes injectada uma dose letal de anestésico, não padecem de sofrimento algum. Por esse motivo não me ligo muito aos cães, até porque quando ligo, ou eles são adoptados, ou vão para minha casa, como já aconteceu por quatro vezes. Se há um fitar de olhos com o animal, já não consigo fazer nada”. Se ao menos os donos fitassem os olhos dos seus cães antes de os abandonarem…

Afinal, há cães com sorte
Licínia e Maria da Piedade Marques, mãe e filha de Ourentã, chegam ao CRAC ainda não são 10h00. De trela na mão, vão em direcção ao “quarto” n.º 3, onde Lulu, uma mistura de caniche com uma outra raça, aguarda impacientemente. Já havia sido visitado pelas simpáticas senhoras, reconhece-lhes a voz e acredita que pode ser o seu dia de sorte. “A semana passada tínhamos vindo ver os cãezinhos que aqui havia, a minha mãe tem um muito velhinho, com 15 anos, e tinha outro com dez, que morreu vítima de cancro há pouco tempo”, conta Licínia, entusiasmada.

Lulu, o pequenote de olhos grandes e expressivos e focinho meigo, já não é nenhum cachorrinho. Tem três anos, mas ainda assim foi ele o escolhido para acompanhar Maria Piedade e Licínia até Ourentã, onde será o mais recente membro da família. Difícil foi mesmo escolher, perante os olhares suplicantes dos restantes inquilinos do Centro de Recolha. “Há tantos a precisar de um dono, acho que é uma doidice andar a comprar cães tão caros”. Lulu dá a sua companhia e fidelidade, Maria da Piedade garante o carinho e a atenção que o novo membro da família merece.

Numa manhã em cheio no CRAC, as adopções não se ficaram por aí. A Lulu e aos dois Serra da Estrela que haviam sido levados por volta das 9h00, juntam-se os dois cachorrinhos de uma ninhada recente que Luís Brandão, da Pocariça, já “reservou”. “Tenho tido sempre cães, mas morreu-me um no sábado e decidi vir procurar substituto”. Não encontrou um, mas dois, irmão e irmã.

Já teve cães de raça, do Serra da Estrela ao Cão de Fila de S. Miguel, mas desta vez optou por um “anónimo”. “É difícil escolher, claro, mas não dá para levar todos e lá acaba por haver uns que têm mais sorte que outros, como em tudo na vida”, atira o futuro “pai adoptivo” bem-humorado. Ainda sem nomes atribuídos, “é possível que o macho se venha a chamar Chico, já que parece que eles são ali das Franciscas”. Assume que os cães dão despesa, mas “compensam em companhia e noutras coisas. Há outras coisas que dão mais despesa e que não dão compensações”.

Amor incondicional
Ricardo Gomes é de Abrunheira, concelho de Montemo-o-Velho. No final de Agosto desapareceram os dois Cães de Água que possuía, similares ao que agora se passeia pela Casa Branca. Naturalmente, procurou por eles um pouco por toda a parte, nos locais por onde costumavam passear: “Procurei durante dias e dias, até chegar a um ponto em que pensei que já não valesse a pena. Até que encontrei na internet inúmeras referências ao Canil de Cantanhede e decidi passar por cá, mais por descargo de consciência”.

Tinha passado um mês e meio desde o desaparecimento de Boris e Pelé e a esperança de os encontrar era quase nula: “Quando aqui passei estava cá um, emocionei-me muito. Depois descobri que o outro tinha sido adoptado, não conhecia as leis, pensei que não o poderia reaver”. Conseguiu o contacto da pessoa que tinha adoptado um dos seus cães mas acabou por se ver confrontado com um dos poucos cenários que não equacionara: “A senhora não se mostrou receptiva, apesar de só ter adoptado o Pelé há seis dias. Mostrei-lhe fotografias para tentar sensibilizá-la mas não conseguia demovê-la da sua decisão. No entanto não desisti e por 500 euros acabei por reaver o meu cão”.

Apesar das dificuldades por que passou, Ricardo está feliz por ter recuperado o seu amigo e é um exemplo acabado do amor incondicional que se pode nutrir por um animal de companhia. Apenas lamenta “que algumas pessoas se aproveitem destas situações. Mais, que haja pessoas que venham buscar os cães para depois os terem em condições precárias”. Por vezes, a realidade é realmente mais estranha que a ficção.


12 de julho de 2010

Igreja, Fátima, Vaticano - Empresas ou Instituições?


Há anos que me sinto revoltada com a Igreja, por dezenas de razões mas agora é demais!
Quando é que as pessoas vão pensar!?

Eu fiz a catequese, eu fui à missa, eu fui praticante, até me tornar adulta e perceber a quantidade de coisas erradas que a Igreja faz!

Comecemos pela ostentação e pela luxúria (que são pecados para Deus), as alianças em ouro, as estátuas em ouro e até sanitas têm em ouro! Enquanto milhares de Crianças e Animais morrem à fome!
Profeçam a palavra de Deus, ouvem os pecados das pessoas como se fossem melhores que qualquer um de nós, mortais, e matam os SERES VIVOS, SERES DE DEUS!!!!
Mas não se ficam por matar os indefesos Animais abandonados à fome e à solidão, pois antes de os matarem, ainda os fazem sofrer dentro de gaiolas, sem comida e sem água dias seguidos, deixam-nos agonizar naquele desespero de dia e de noite e mandam torturá-los como se fossem as "bruxas" da Idade Média...
Afinal a Igreja é um membro de Deus ou do Diabo!?
Ou será que realmente Deus não existe e andamos todos a ser roubados e enganados desde que nascemos, desde o nosso baptismo até ao nosso funeral!?
É por isso, que para mim, a fé vem do interior, quem tem fé tem-na dentro de si, não precisa de entrar numa Igreja ou de oferecer dinheiro a um padre para se sentir bem!
Se Deus realmente existe, se Jesus existiu então procurem-no no vosso coração e no vosso espírito.

Durante centenas de anos, primeiro o Clero e agora a Igreja, fizeram acreditar os nossos antepassados e muitos de nós, por seguimentos e cultura, que não ir à missa é pecado, a luxúria é pecado, mas não vos disseram que adorar estátuas é pecado segundo Deus e que ter ouro é luxúria, ou seja, pecado, e que matar Animais é pecado e BIOCíDIO.

Em vez de pagarem as sanitas de ouro da Igreja, as alianças de ouro dos padres e das freiras, as estátuas, e todas as ostentações que decoram as igrejas, em vez de lhes darem o vosso dinheiro para bens dispensáveis e de luxo!!... Ofereçam um prato de comida a uma Criança, comprem medicamentos para as crianças doentes em África, dêem uma lata de ração a um Animal abandonado que vive na solidão todos os dias, ou até mesmo um simples sorriso a uma Criança maltratada e um carinho a um Animal abandonado serão mais bem apreciados por Deus do que dinheiro para comprar luxos e objectos de ostentação. Se realmente Deus existe, aí ele estará a ver quem são os Justos com Coração e Compaixão.
 
As igrejas não precisam de paredes, colunas, vitrais, orgãos de tubos, estátuas e ostentação para que falarem de Deus! Jesus era simples! A igreja não está a representar o Jesus de que tanto ouvimos falar... A igreja é o símbolo da riqueza e do desperdício
Há Crianças que nunca comeram uma bolacha ou um copo de leite!
Há Animais que nunca chegam a conhecer a luz do dia, nascem num canil e lá são abatidos porque ninguém os adoptou ou lhes deu uma oportunidade de viverem.
Todo o luxo das igrejas teria salvado muitas Crianças e muitos Animais. Todo esse luxo daria muita comida e muitos terrenos para resgatar Animais.


Peço desculpa a todos os meus amigos religiosos se os ofendi de alguma maneira, mas eu só vou acreditar na igreja, no dia que os vir vestidos com calças de ganga e t'shirt, no dia em que os vir sem alianças de ouro, no dia em que as igrejas não tiverem estátuas para adorar, no dia em que em vez de pedirem esmolas peçam às pessoas para ajudarem os Animais abandonados e as Crianças maltratadas, e falem às pessoas da Compaixão, da Simplicidade e falem de Deus, um Deus simples e amigo de todos os SERES, e falem dele na rua e não dentro dos seus castelos de riqueza.

Sandra (Projecto PAL)

Assinem estas Petições contra os Maus Tratos em Fátima:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2010N2307
http://animals.change.org/petitions/view/scandal_at_fatima_shrine_portugal

Links Relacionados:
Biocidio no Santuário de Fátima
Fátima: Santuário ou Matadouro?

Um grande bem-haja à Céu Romeiro por dar a cara e por ter lutado anos para que a comunicação social desse voz e imagem a este escândalo.
Um grande obrigada a esta amiga dos Animais.


"Silêncio também é Crime"

29 de maio de 2010

Porque não vão cuidar das crianças?...

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Resposta à pergunta de algumas pessoas
Questão interessante. Vamos ver se essa eu consigo responder de modo  didático.

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo: As Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.
Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário,  diria  "Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?", ou "Venham defender comigo as crianças com fome!", ou "Não, obrigada, vou defender as crianças com fome".
Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.
É curioso a Pessoa Que Não Ajuda, não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam. É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.
É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das pessoas Que Ajudam e o nome disso é "prepotência".


2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as "crianças com fome". Nem tampouco os "velhos", os "doentes" ou os "despossuídos". E sabe porquê?
Porque "crianças com fome" ou "velhos" ou qualquer outro destes é abstrato demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.
Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam "os velhos", elas ajudam "os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês".
Elas não ajudam "as crianças com fome", elas ajudam "as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado".
Elas não ajudam "os doentes", elas ajudam o "Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes".
Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as "crianças com fome" baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar.
Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.
Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.
Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.
Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.
Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.
Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.
Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as "crianças com fome" são as Pessoas Que Não Ajudam.

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito. (Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).
O fato de uma pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo "humanos versus animais".
Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de  vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.
Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você "não curte", elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes ações para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

Então, como dizia meu avô, "muito ajuda quem não atrapalha". Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de "crianças com fome", se assim preferem os que não ajudam).
(este texto pode e deve ser reproduzido) Escrito em 13.04.2005
 
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"A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de carácter,

e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem."

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Arthur Schopenhauer